quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

e agora leitor
e agora renasce o blog
plim!

oriente com nevoeiro denso e brechas confortáveis de calor, adivinho porque não sei os temas das notícias que vou ouvindo. há frio e penso muito no quotidiano que vou vendo. tirar as mãos dos bolsos, nem pensar. não aprendo nada nem sequer gasto mais que breves instantes a entreter estas banalidades como quem faz um diagnóstico mais informativo. 

e assim passo os dias porque as minha caras conhecidas são os luminosos e os prédios enormes de instituições importantes, os meus imponentes amigos - lá estão sempre. quanta gente passa aqui não acha? e de facto são sim, tantas, um dos maiores fluxos pedonais da cidade. claro que assenti. adoro o chão bem tratado e o trânsito e o vento gelado com todos de casacos, ar sério, determinados em vencer o sono antes das horas de abrir. converso com os meus fraternos companheiros de viagem e vamos trocando conversa de esplanada, as minhas tais teorias - eles com as deles, muito mais prudentes, consistentes nas suas posições. qualidades sérias - e o brio polido da sua reposta, que é ali estar todos os dias para colaborar comigo nas distracções, porque são honestas face ao resto.

e agora
sou personagem atrás de personagem, tipos ideais mal concretizados: os espelhos não mentem. assim é até à cama. depois repete e renasce o blog
+plim!

os dias que vejo o gato pelas grades da janela! feliz rei no seu descampado glorioso: as montanhas, as ruínas, o prado seco poluído descoberto do inverno, um gradeamento a assinalar as fronteiras do reino, transporte e vizinhos pacíficos. comida grátis dos céus! gato feliz, perfeito. como me esqueci deste ilustre, tão estimado. 

ele e os circuitos urbanos, assim sim 
renasce novamente o dia
++plim!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Quantos versos brancos
É que um gajo tem de
Rodar. Quanto contos
Tem de historiar pra
Num min em o metro
Sentado teres bem
Assente por fim o
Nome certo em Bel-Air.
Poucochinho cappuccino:
Veio o leite primeiro
E encheu a chávena,
Depois o café
Derramou todo.
Um soutien vermelho
Escondido atrás do
Microfone de asmr.
E o pingarelho,
Num comentário inteiro,
Diz baixinho que se podia
Mastur- world star.

terça-feira, 4 de julho de 2017

só é preciso acreditar muito

a escrita é mentira
a imagem é mentira
o movimento é
M E N T I RA
as palavras são mentiras
o som é mentira
a verdade é mentira
só é preciso acreditar muito nisso.

tu és
os teus impulsos
e se acreditares muito
os teus impulsos vão ser o melhor
e quem os sabe
saberá também como te fazer bem

pois o verdadeiro afecto é um impulso volátil do teu cérebro animal.

meta wikipédia dos arquétipos dominantes de hoje e de amanhã

os desapontados:
não são os falhados,
nem os miseráveis
ou os iluminados.
não são os apaixonados.
e não têm adversários,
como quem não sabe aniversários.

num futuro imaginário
um gestor de inventários
com o armazém todo cheio
de operadores e gestores
a sortir formulários,
um espectro do meio,
com todo o tipo de sabores.

os vencedores nas esquinas
com as esquinas cheias de vencedores.
os vendedores nas esquinas
vendedores das esquinas dos vencedores.

e tu do inicio, três vezes não aqui:
não aqui, lá, tenta que trove - talvez gim.
não aqui, já dito, mas na avenida sim, é do gás e quinina.
não aqui
e não aqui.

já.

as palavras dos esquivos e os arquivos do entulho:

a- o propósito é não-próprio
b- o valor real do não-próprio
c- é inútil algum não-próprio

a- que não o tenha, é genuíno - se sim, aos varredores.
b- quem o tem, é útil, que o crê, melhor - se não, aos varredores.
c- que faça volume, torna-se próprio - se desestabiliza, aos varredores. se não, aos observadores.

há todas as possibilidades de tornar-se alguém, também tem escape que agora ninguém o censura.
há todas estas opções para que sejas um potencial feliz no seu máximo, um passo acima do papel que lhe compete.
é-se tão útil sendo quem se é, não há motivo para tentar se não-tentar é o que se deve - há como ser útil pois tudo pode ser.

fim.

tudo pode ser
excepto -corte-
mas que tudo pode,
pode.
ode a quem pode
e ode a que tudo possa.

estás infeliz por detrás do pano porque és egoísta da forma errada.
percebes?
hoje há uma memória
da nossa grande família.

sente lá e até já.

onde andam todos?

sexta-feira, 12 de maio de 2017


Xadrez a duas dimensões,
Apenas, com as mãos
Bem juntinhas, parado
Numa mesa ou num banco.
E imediatamente passam a 3
Porque te lembras que te
Observam. E logo jogam
E provavelmente ganham.
Entre leves e éter há uma blockchain que não permite que nos entendamos. Entre fofocas e monero há um Dash que alguns interpretam como sinal de menos. Eu também, mas isto, em exemplo, já é falar demais. Não seria críptico porque não deve ser. Não é cripto porque isso sou eu. O que temos de fazer é só pensar no progresso. A currency que deve ser corrente será clássica. Sem forks, contudo, para ser preciso. Honestamente, perder tempo não me agrada nada.
Ir à tosquia como
Um pet chia. Assim
Crê a dona do sítio
Que lava o cabelo
Com um pouco de
Massagens e bolhas,
Mas não exagerando
Por vergonha despassarada.
O cabelo preto que tens
Dentro da boca precisa
De um pouco de salsa.
Agora desvia essas
Enormes ancas que me
Estás a tapar a bola.

terça-feira, 25 de abril de 2017

ode irrelevante aos vanguardistas conservadores que não andam nem recuam, deixam-se só estar

dedico esta canção tecno ácido
em 150 batidas por minuto
na face redonda de uma série de artistas
que aos pililins pululus
vão-se degladiando pelas costas (VIRTUAIS - CLAAAAARO)
e pondo a credibilidade do barco
na boteca, porque querem aprimorar
a sua lista de pessoas
que vão aos pulinhos pululus
atrás da sua cara e redonda mesa de trabalhos.

a canção.

PUM

PUM PUM PIN

PUM PIN

PUM PUMº

 

repete x

PURIRIRIRIIII

PURIRIRI

PURIRIRIRIII

PURIRIRI PURURU


<3

Retro technology

<33 #Retro technology

808

808 

ATE O ATE

ATE O ATE

APPLE PIE

APPLE PIE

ATE O ATE

APPLE PIE