Arranjei água em pó.
Coei com as páginas
Dum livro cinzentão
Que tinha na estante.
Sem pó, lido uma vez,
Sem apontamentos.
O lápis daria cabo
Do cocktail. Se não
Gostas d'Os Lusíadas,
Quererás provar?
Ainda hoje, pfv.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
passeio pela montra:
é tão natural.
tudo concentrado,
+agregado
junto à crítica e ao marketing
assim umas esferas confusas
de linhas ténues e valores menores disfarçados no colorido.
é tão natural.
tudo concentrado,
+agregado
junto à crítica e ao marketing
assim umas esferas confusas
de linhas ténues e valores menores disfarçados no colorido.
todos de uma só vez, sim! carreguem uns contra os outros com força, faz de conta que cá não estou. inútil! assim foi: atirei a minha mala cheia de tinteiros contra a cabeça do último fulano que me deu uma cacetada. nem deu por ela até os cartuchos caírem secos de saraivada no chão a fazer bruto espalhafato, todos não bem à volta mas a mirar, num círculo imaginário como se fosse quase um ringue na cabeça de todos - que claramente não estavam para intervir, mas sim para aproveitar os minutos de sabor exótico do dia - , que se desapontaram com o resultado. uns insultos da parte dele e arrancou para dentro do autocarro.
tratei do tédio frustrado e produziu comédia, então repeti. foi um espancamento de tal forma. com aval da plateia, o mais triste. também esta doeu-lhe mais visto que era careca e apanhou com latas de sardinhas enlatadas mesmo na parte de cima da cabeça. rodei o saco e pum!
com óleo a escorrer pelos cantos do sapato e as calças em lastimáveis condições, arranquei a correr dali, já com um olho rasgado. acho que ainda levei com uma lata no ombro, possivelmente um arremesso por algum espectador passivo que só vê coragem nas costas do oponente. como perdeu a piada, fui para uma casa de banho na estação de comboios enxugar um pouco a gordura e deitei-me no jardim que fica a 5 minutos.
desde este dia, deixei de colaborar com a cidadania. recuso esmolas e resmungo de forma sonora. já fervi à pressão de uma vida, agora passo o resto a cozinhar em lume brando.
tratei do tédio frustrado e produziu comédia, então repeti. foi um espancamento de tal forma. com aval da plateia, o mais triste. também esta doeu-lhe mais visto que era careca e apanhou com latas de sardinhas enlatadas mesmo na parte de cima da cabeça. rodei o saco e pum!
com óleo a escorrer pelos cantos do sapato e as calças em lastimáveis condições, arranquei a correr dali, já com um olho rasgado. acho que ainda levei com uma lata no ombro, possivelmente um arremesso por algum espectador passivo que só vê coragem nas costas do oponente. como perdeu a piada, fui para uma casa de banho na estação de comboios enxugar um pouco a gordura e deitei-me no jardim que fica a 5 minutos.
desde este dia, deixei de colaborar com a cidadania. recuso esmolas e resmungo de forma sonora. já fervi à pressão de uma vida, agora passo o resto a cozinhar em lume brando.
e agora leitor
e agora renasce o blog
plim!
e agora renasce o blog
plim!
oriente com nevoeiro denso e brechas confortáveis de calor, adivinho porque não sei os temas das notícias que vou ouvindo. há frio e penso muito no quotidiano que vou vendo. tirar as mãos dos bolsos, nem pensar. não aprendo nada nem sequer gasto mais que breves instantes a entreter estas banalidades como quem faz um diagnóstico mais informativo.
e assim passo os dias porque as minha caras conhecidas são os luminosos e os prédios enormes de instituições importantes, os meus imponentes amigos - lá estão sempre. quanta gente passa aqui não acha? e de facto são sim, tantas, um dos maiores fluxos pedonais da cidade. claro que assenti. adoro o chão bem tratado e o trânsito e o vento gelado com todos de casacos, ar sério, determinados em vencer o sono antes das horas de abrir. converso com os meus fraternos companheiros de viagem e vamos trocando conversa de esplanada, as minhas tais teorias - eles com as deles, muito mais prudentes, consistentes nas suas posições. qualidades sérias - e o brio polido da sua reposta, que é ali estar todos os dias para colaborar comigo nas distracções, porque são honestas face ao resto.
sou personagem atrás de personagem, tipos ideais mal concretizados: os espelhos não mentem. assim é até à cama. depois repete e renasce o blog
+plim!
os dias que vejo o gato pelas grades da janela! feliz rei no seu descampado glorioso: as montanhas, as ruínas, o prado seco poluído descoberto do inverno, um gradeamento a assinalar as fronteiras do reino, transporte e vizinhos pacíficos. comida grátis dos céus! gato feliz, perfeito. como me esqueci deste ilustre, tão estimado.
ele e os circuitos urbanos, assim sim
renasce novamente o dia
++plim!
quinta-feira, 13 de julho de 2017
terça-feira, 4 de julho de 2017
só é preciso acreditar muito
a escrita é mentira
a imagem é mentira
o movimento é
M E N T I RA
as palavras são mentiras
o som é mentira
a verdade é mentira
só é preciso acreditar muito nisso.
tu és
os teus impulsos
e se acreditares muito
os teus impulsos vão ser o melhor
e quem os sabe
saberá também como te fazer bem
pois o verdadeiro afecto é um impulso volátil do teu cérebro animal.
a imagem é mentira
o movimento é
M E N T I RA
as palavras são mentiras
o som é mentira
a verdade é mentira
só é preciso acreditar muito nisso.
tu és
os teus impulsos
e se acreditares muito
os teus impulsos vão ser o melhor
e quem os sabe
saberá também como te fazer bem
pois o verdadeiro afecto é um impulso volátil do teu cérebro animal.
meta wikipédia dos arquétipos dominantes de hoje e de amanhã
os desapontados:
não são os falhados,
nem os miseráveis
ou os iluminados.
não são os apaixonados.
e não têm adversários,
como quem não sabe aniversários.
num futuro imaginário
um gestor de inventários
com o armazém todo cheio
de operadores e gestores
a sortir formulários,
um espectro do meio,
com todo o tipo de sabores.
os vencedores nas esquinas
com as esquinas cheias de vencedores.
os vendedores nas esquinas
vendedores das esquinas dos vencedores.
e tu do inicio, três vezes não aqui:
não aqui, lá, tenta que trove - talvez gim.
não aqui, já dito, mas na avenida sim, é do gás e quinina.
não aqui
e não aqui.
já.
as palavras dos esquivos e os arquivos do entulho:
a- o propósito é não-próprio
b- o valor real do não-próprio
c- é inútil algum não-próprio
a- que não o tenha, é genuíno - se sim, aos varredores.
b- quem o tem, é útil, que o crê, melhor - se não, aos varredores.
c- que faça volume, torna-se próprio - se desestabiliza, aos varredores. se não, aos observadores.
há todas as possibilidades de tornar-se alguém, também tem escape que agora ninguém o censura.
há todas estas opções para que sejas um potencial feliz no seu máximo, um passo acima do papel que lhe compete.
é-se tão útil sendo quem se é, não há motivo para tentar se não-tentar é o que se deve - há como ser útil pois tudo pode ser.
fim.
tudo pode ser
excepto -corte-
mas que tudo pode,
pode.
ode a quem pode
e ode a que tudo possa.
estás infeliz por detrás do pano porque és egoísta da forma errada.
percebes?
hoje há uma memória
da nossa grande família.
sente lá e até já.
onde andam todos?
não são os falhados,
nem os miseráveis
ou os iluminados.
não são os apaixonados.
e não têm adversários,
como quem não sabe aniversários.
num futuro imaginário
um gestor de inventários
com o armazém todo cheio
de operadores e gestores
a sortir formulários,
um espectro do meio,
com todo o tipo de sabores.
os vencedores nas esquinas
com as esquinas cheias de vencedores.
os vendedores nas esquinas
vendedores das esquinas dos vencedores.
e tu do inicio, três vezes não aqui:
não aqui, lá, tenta que trove - talvez gim.
não aqui, já dito, mas na avenida sim, é do gás e quinina.
não aqui
e não aqui.
já.
as palavras dos esquivos e os arquivos do entulho:
a- o propósito é não-próprio
b- o valor real do não-próprio
c- é inútil algum não-próprio
a- que não o tenha, é genuíno - se sim, aos varredores.
b- quem o tem, é útil, que o crê, melhor - se não, aos varredores.
c- que faça volume, torna-se próprio - se desestabiliza, aos varredores. se não, aos observadores.
há todas as possibilidades de tornar-se alguém, também tem escape que agora ninguém o censura.
há todas estas opções para que sejas um potencial feliz no seu máximo, um passo acima do papel que lhe compete.
é-se tão útil sendo quem se é, não há motivo para tentar se não-tentar é o que se deve - há como ser útil pois tudo pode ser.
fim.
tudo pode ser
excepto -corte-
mas que tudo pode,
pode.
ode a quem pode
e ode a que tudo possa.
estás infeliz por detrás do pano porque és egoísta da forma errada.
percebes?
hoje há uma memória
da nossa grande família.
sente lá e até já.
onde andam todos?
terça-feira, 23 de maio de 2017
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Entre leves e éter há uma blockchain
que não permite que nos entendamos. Entre fofocas e monero há um Dash que
alguns interpretam como sinal de menos. Eu também, mas isto, em exemplo, já é
falar demais. Não seria críptico porque não deve ser. Não é cripto porque isso
sou eu. O que temos de fazer é só pensar no progresso. A currency que deve ser
corrente será clássica. Sem forks, contudo, para ser preciso. Honestamente, perder
tempo não me agrada nada.
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