segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

excertos

nem piam nem caim
nem cantam os pássaros em novembro,
ficou lá pá, já vou buscar.

_

inter luz que bate no fundo do túnel que faz de gruta mas disfarça porque é
evidente.
seja ele vidente ou ausente,
é indiferente.

___

cada traço é um corpo morto numa guerra civil.

:

::::__::::::
ena, granda cena, mena!

vi quatro carros da polícia no meu bairro e todos falaram comigo,
finalmente reconhecem o meu papel aqui.
vrum!

credo clara bóia do rico chicote de

agora é que chove na praça das cantigas de antigamente. bem bmw por crer -  credo!

dois pelintras numa tarde fresca,
cada um com cigarro na boca, isqueiro na mão,
fumos que apagam rápido na mão ágil dum ladrão.
acercaram-se dum lar, uma residência sénior do meu bairro. Faziam que não me viam, pois claro.  Eu estou sempre com os meus olhos bem abertos.

ceio um fulano de casaco de cabedal preto, cabelo loiro, assim meio anjo de cerâmica da loja dos 300. profetizava que

o veneno é sereno

e depois no clímax climático do seu bagaço, cito:

um dread giraço !
faz-se de otário
mas é predominantemente um...um erro crasso
julgar-se multi-ricaralhaço - traço -
quando só parte um naco dum vidro que já estava baço
abraço

e depois pegou a ponta da boca do tipo mais fininho dos dois que ali andavam a mirar a propriedade e pôs-se a milhas

eles claro
"palhaço!"

barulho feito já não conseguiam grande arte pela calada, mas como aprendi com o sábio bituqueiro

que faz pela silada mal declarada

só pode ter vida mal amada,
viga repreensivamente escarafunchada
123
uma palma
dois canários e outra calma coitada
queimada!

ahhhhh quem se vê de fora veste-se muito melhor
aaaaah quem bate nas velhas é canalha - mamada
 eeehhh iiiihhh
 quatro rajadas no relógio das jóias do estábulo das madrugadas
trinta e três vezes fanei farturas de tabaco com sabor a empanada
ás

~~~

com tanto maluco neste bairro a mal-intencionada dupla pegou no resto da cara que sobrava e foram-se.
 


terça-feira, 4 de setembro de 2018

Chovia um fogo de artíficio:
«Ai a minha liberdade!»
E o físico, bem sequinho,
Sussurra hmm mmf mfa.

O fogo caiu no Tajo.
Seguiu viagem, já tinha
Desaguado. Não chorou -
Sem ais -, cheirou a cash,
Plástico, algodão ou eucalipto.

Que colo bonito. Tanto tempo.
Fuite en avant antes do tempo.
Já sabia. Esconde isto cetim na capa.
Se ninguém vê, não tem forma.

Eliminei uma nota inteira
À sombra disto. Instalei
Um Dr.Fone, mas não funcionou.
Qq coisa do root. Que sede!
Mas escrevi sem pressa.
Se tu não sabes, negativ-racontereceu.
Não me cusques o smartphone.

Antes dos ais vem o pecado;
Depois também.
Muita espuma a usar a escova,
Ondas do mar que vejo no esp-
Elho. A água desce ao ritmo
Que quero. Faço uma pose.
Ai, o que vão pensar de mim
Com esta roupagem?
coisas a que o meu casaco
de fedora resius~~stiu:
à chuva, ao frio, ao direito
natural, a um trio!, à stock
exchange, ao psiu, ao fim
e ao princípio.

coisas a que não resistiu:
à violência, ao bravio,
ao tempo, ao início,
à pausa e ao adieu.

domingo, 8 de abril de 2018

È melífluo o mel.
O mel de laranjeira,
De alfazema, de funcho.
Dourado, acobreado.
Da marmelada. Foi o teu.
És tão naturaleza.
Depois de uns cheeky cheetos
Dou uma volta com 12 anos
No cheio de moscas parque municipal.
Bate-me de repente que já não
Sou um puto, enquanto as miúdas
Dançam em fila woody le pic uma kizombada
De calças apertadas e de botas.
Em minúsculas e
Com timidez
E em versos curtos,
Aqui e além,
Tipo se
Estivesses no instante
A postar no
Twitter
Trambulhando
e
Soluçando

domingo, 11 de março de 2018

sensação pública anote

o sol nasce sujo no vidro da carruagem
com os papagaios que viram as taças pelo bueiro
e rejeitam a Providência.

note

a

solidão falsa auto-imposta
de querer ser com quem não está
e estar como quem não quer
nos sentimentos de hoje.

afinal

qual

é

a chave para a máquina?
com tantos tostões - bem largos que são,
e roliços como o fecho da hora
e,
e,
e com quem então encara de frente:
cerrando os prantos das mães
nas quebras de quem não acredita
mas assim o faz.
perde as redes do segurança da linha
entope-se todo bruto
 - risco na mesa - 
mas

onde foi a criança?
sim,
é ingrato
tal e qual o resto:
suave flor da primavera
não sabe que murcha depressa.

mais depressa agora
pois

onde foi?

EVOLUT
média de
salut!
~
bem-vindo, obrigado
o motivo do formato inválido
recusa o chá e dispara no xerife.
tolos, fogo de tolos
ódio posto em deslize
rebenta num recife
e dizem
PETA!

causa feita

quem sabe - sabe bem.
sabe que dispõe
informação útil
um fluxo notável de registo em notário,
pífaro otário que toca a mesma música
e chuta aqui, canta aqui,
inter-bola acolá.

frango à guia e gvia
tu
fechada,
prosa fachada,
seja sim uma breve metralha -
d'os sinos que tocam para a canalha.

murros que baste.

porte-se bem e nada feito,
 e
faça que acontece,
estrebuchando tanto quanto possível
e sim, as respostas de quem sapiente é
caem sobre o pé.

- calçado ou não.

nota: resvés na justiça, uma bonita palavra.
beleza nos olhos de quem não vê,
só arrelia.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Fui beber uma bica
E a máquina fez uns
Sons assim:.
Já era a segunda do mickey
E como tava com os manos
Toca o sino tintintintin.

Hora de entrada no torniquete
Do metro alexandrino. Perdão:
Augusto. E pensei: ora como sabe
Bem o aroma a café pela manhã, hein?
Deixar o despertador tocando
Tocando tocando tucano e no
Fim carregar num botãozinho
De snooze não é luxúria, é prazer
Antipitar-festival SO.
Faz algum sentido acordar
Com os corpos todos suados?
Arranjei água em pó.
Coei com as páginas
Dum livro cinzentão
Que tinha na estante.
Sem pó, lido uma vez,
Sem apontamentos.
O lápis daria cabo
Do cocktail. Se não
Gostas d'Os Lusíadas,
Quererás provar?
Ainda hoje, pfv.