já não sou a faísca e o impulso,
o princípio dum fogo humano sem remédio,
o TAC que bate na caixa e acende,
ímpeto furioso cheio de revolta.
crente que rende (seguia eu)
aos poucos que vão na corrente
e andam à solta sempre em fuga -
traquejam como traquejei,
agora são só bufos.
já sem gana.
já sem nada.
já sem pulso.
miúdas que são júri
de juras visionárias
de gradação elementar:
sobem, vão chocando pelos céus
cada vez mais até que tudo é tão longe,
o caminho e o destino,
só vultos-formiguinha
que são o teu passado e aquilo
que seria feito do teu futuro
prometido tão tranquilo.
passaram-te a perninha.
e a mim
e a tantos.
que descontextuado e falta de forma contemporânea.
nem um técnico de prosa, nem um verso em ascii,
nem um pós-técnoprosa nem o asco que com (quem) vê sente-te igual.
é por estes e por outros que me apaga tanto a luz.
"olha aqui! é isto não é?"
não, nada disso. tudo errado.
agora faz pouco mais que bocejar
mas quando custou de verdade
eram choques dolorosos no lombo dos sonhadores.
esta estrutura é a minha confiança.
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