não porque sabe mais,
nem porque tem talento
com ensinar ou educar
só sabe dizer o suposto a horas certas,
e as impressionantes mentes absorvem o escarrar
duma consciência veloz
que não se atreve a ser boa
porque tem medo e passou frio.
desculpa de merda.
do malandro que se prega capaz,
um rapaz, mas se afiambra
sem espécie nem género
da conveniência predileta
que para tantos é luxo
e para outros desperdício.
queria mesmo que fosse livre.
subir custa,
custa o ego e tempo
mas recuperas no purgatório,
sem pressas.
sem pressa.
nanananananana nanana nana.
(mana)
essas convicções fortes?
tem poder
mas...
e essas convicções fortes?
tá liberto do desejo
e... as convicções fortes?
hmm
nanananananana nanana nana!
nanananananana nanana nana!
nanananananana nanana nana!
nanananananana nanana nana!
e estrofes
teehee
a sério, falando honesto e despido da estrutura fácil de esconder coisas entre versos e estrofes, eis uma descrição correcta do que se está a passar: são oito e dez (notem, até nas horas!). o espírito está estupidamente energizado do cocktail sagrado (alcool destilado seja como for + mendigos e altivos). uma coluna chunga tão velha como este blog toca a mesma playlist de sempre: um misto de personagens, que variam no gosto musical mas regressam com frequência aos mesmos ciclos e sons. uma paisagem que já teve sol por hoje, mas agora esconde-se na privacidade duma renda algures. sempre de olho na janela, vendo-os (vendo-vos?) a desenvolver a sua história, o seu conto. os passarinhos doces que aprazem sensibilidades incompreensíveis adornam a vista. uma ventoinha mecânica abafa janela fora os ares parados da memória e do escapismo, e voltas a bater tecla.
~um poema.
uma confissão,
um mistério.
um professor destinado
a engarnar-se que sabe o que não faz.
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