sábado, 7 de setembro de 2024

arrogam-te

sou imbecil
quando amando as migalhas pelo chão
vejo uma trilha de meus pares
dos meus primos.

sou imbecil
franzindo com desleixo 
das aras erguidas em cimento lerdo
onde suborno é alcance.

apanhei-te duvidando
da pedra suja a que chamas de casa
seu imbecil ousado
de botas e fardo usado.

paga, pega o que cabe numa taça 
e enche-a até à boca
e até aos dentes 
pingando tinta pela camisa branca.

medalha de mérito, troféu de presença
filhos dum pau e da descrença.

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