o monte e um bico-grossudo atrevido
destemido em pouco mais que meia hora
os três capangas, os herdeiros desta barraca
abandonada e coberta de lagartos, largados
ao que sobra do lixo duma trupe de carochos.
o meridiano cruzando-nos o peito
o sinal da vida, o sinal da cruz
ha ha ha
abençoados, crendo
apadroado dum destino
que escolheu pela arte.
ha ha ha.
destemido em pouco mais que meia hora
os três capangas, os herdeiros desta barraca
abandonada e coberta de lagartos, largados
ao que sobra do lixo duma trupe de carochos.
o meridiano cruzando-nos o peito
o sinal da vida, o sinal da cruz
ha ha ha
abençoados, crendo
apadroado dum destino
que escolheu pela arte.
ha ha ha.
talvez seja um rasgo da prudência
desmanchada em chuva e algo
como o álcool ou ser minguante
perante a lua e a mata, arruma
a caruma, cisca a ave essa alma
vazia e roxa.
desmanchada em chuva e algo
como o álcool ou ser minguante
perante a lua e a mata, arruma
a caruma, cisca a ave essa alma
vazia e roxa.
mais uma noite
mais uma
noite
as estrelas entre as linhas e entre os postes
escondidos do sol e dos bosques
que apelam à vida pelo que precisa.
sentes o que vem?
sentem o que vem
de ser o que vem?
o futuro, nós
as pegadas da troça debruçadas no que resta
do espírito que chamamos de alma.
traço, mais um,
corpos mortos da guerra
que sentes na espinha
e escondes na rotina.
mais uma
noite
as estrelas entre as linhas e entre os postes
escondidos do sol e dos bosques
que apelam à vida pelo que precisa.
sentes o que vem?
sentem o que vem
de ser o que vem?
o futuro, nós
as pegadas da troça debruçadas no que resta
do espírito que chamamos de alma.
traço, mais um,
corpos mortos da guerra
que sentes na espinha
e escondes na rotina.
Nenhum comentário:
Postar um comentário