escarrei de dentro da vontade
e saiu um musgo negro intenso
que me cobria a laringe e a traqueia
e tudo que era parte dos meus
interiores recobros
que guardam fumaça grossa
e o vocábulo proibido do espírito.
e saiu um musgo negro intenso
que me cobria a laringe e a traqueia
e tudo que era parte dos meus
interiores recobros
que guardam fumaça grossa
e o vocábulo proibido do espírito.
cuspi para o abismo
escutei agarrado com medo aos cantos
não ouvi nem splash nem pim nem sinal do fim.
escutei agarrado com medo aos cantos
não ouvi nem splash nem pim nem sinal do fim.
voltei costas, inspirei fundo
o ar da liberdade destapou-me a vista
as cores voltaram, os músculos descontraíram
e começaram a doer como nunca,
cheira a podre e a corpo sem vida.
à pressa, três dos mercantes do passado,
enredados nas teias da cave,
fizeram suplícios aos demónios
e fizeram suplícios ao que foi
das eras malvadas, dos tempos sem ar,
mas não três vezes conseguem bater
à porta, e eu persisti e fiquei estanque no meu passo.
o ar da liberdade destapou-me a vista
as cores voltaram, os músculos descontraíram
e começaram a doer como nunca,
cheira a podre e a corpo sem vida.
à pressa, três dos mercantes do passado,
enredados nas teias da cave,
fizeram suplícios aos demónios
e fizeram suplícios ao que foi
das eras malvadas, dos tempos sem ar,
mas não três vezes conseguem bater
à porta, e eu persisti e fiquei estanque no meu passo.
russos em letras e de pecado pesado na alma
a culpa que lhes brota pesando como em mais alguém,
é a prova da sua virtude.
todos erram, não há vontade sem que a tente
uma sombra agarrada às paredes do conforto.
expirei, uma poeira ligeira dançou
com os ares da vida. são os santos
a celebrar uma conquista honesta.
somos o sal da terra
mas do palato humano
que saboreia os tempos a custo
o sal é o segredo que apura a vista
que rega o peixe a apraz na carne
e assim sendo, nós
o sal da terra
mas vós
o sal da vida.
obrigado.
a culpa que lhes brota pesando como em mais alguém,
é a prova da sua virtude.
todos erram, não há vontade sem que a tente
uma sombra agarrada às paredes do conforto.
expirei, uma poeira ligeira dançou
com os ares da vida. são os santos
a celebrar uma conquista honesta.
somos o sal da terra
mas do palato humano
que saboreia os tempos a custo
o sal é o segredo que apura a vista
que rega o peixe a apraz na carne
e assim sendo, nós
o sal da terra
mas vós
o sal da vida.
obrigado.
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