largar as braçadas desamparadas
é o advento da prudência na fronha
onde a cabeça quita as contas do outro lado.
balança o que mede são os cochichos
da voz maligna que opera em coro
com milhares de demónios
no ócio, no medo, na pujança do que apraz
nos pêlos da barriga e nas pupilas gustativas.
para de gemer
para de tremer
vês cortes nos membros, foi trabalho
sem fiança do descontrolo adolescente
e já não és adolescente. és grande!
que grande!
lê novamente
g r a n d e
como a diversão na feira
que soooobe e desceeee
pondo a miudagem aos gritos
uma moedinha por uma emoção.
nota que a fachada carrega áureos domínios
que compete à razão sensata reabilitar
(domesticar)
...
não sabes falar sem ser infantil
tipo um bicho que vive no mato
e grunhe com as sombras
chumba no teste do espelho
e ataca tudo o que palpita vida.
ÉS GRANDE, MALUCO
é hora de mostrar a mão
três quinas, dois terços
nada mau
pena que o discurso é uma caixa de dados
e deixas rolar, rolar, rolar
até caírem da mesa.
esquece, continua a espernear
contra a frente fria
esmurra a secretária com força
da próxima ela devolve-te o troco
e ao invés de abrires um dedo
ela agarra-te as pernas e manda-te pela janela
tão grande no mastro
enorme na queda.
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