eu salvo-te
eu salvo-te eu salvo-te
da bafienta incerteza
do conformado talvez
quando os dias se escondem
em lembranças vazias
nas heranças humildes
da casta que pena.
amiga destila
os sonhos em festas
lembremos os dias
que foram no vácuo
quando um desejo melindra
o suor rasurado
pela sonso demónio
da vida terrena
há cordilheiras nos andes
e anos cinzentos
mas o corajoso sigilo
é fortuito no fim.
anita vacila
dá um salto com espinha
o futuro na linha
só apraz numa valsa.
eu salvo-te a rima
num dom em três tempos
cruzamos o tronco
contando até lá
e volvemos num passo
mais um dois e três
sobes a mira
ajustando a perdida
paixão na neblina.
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