posto à frente da mira
caminho para quem se faz
réu ocupado e
produto do agoiro quando
o som dispara não há quem
redima esse verso culpado.
à frente da violência
vives eternamente.
o diabo levanta os joelhos
e seguem-se os botes
com pés descalços e expostos
ao vento e às poças que minam
a estrada
e repete
e repete
e repete
até...
ÉS QUEM EU VEJO
as entranhas conhecem o se
o senão
o sinal
com apitos sentados
no pescoço de estátuas
que batem entre margens
de um mar vagaroso
apresentado com o moer
da voz fina em sigilo
quando o bafo sobe
entre as plumas dum orixá
venerado em segredo
em costas dobradas
e em surdas pisadas
dum chuvisco ameno.
apraz
ver a dor
contornado as costelas
dum homem fraco.
hmmm
é bom
ver-te penar.
resto de carne salva
sã e endividada
fora da vida
suserana leveza de querer
os suores sombreados.
lenda
faz a fita
reza
pela fita.
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