a crença é uma província
alcance o seu governante
a influência faz a fronteira
à qual as almas se amarram.
puxam as rodas dentadas
riscam o chão com um guincho
o templo chega e radia
erecto ao lado do lixo.
um tordo espreita o pilone
nenhuma porta o guarda
a entrada está decorada
com vários homens sem nome.
à fome enchem a boca
com um punhado de terra
é o tesouro do reino
engole um velho profeta.
a banda toca no quarto
ninguém a ouve cá fora
o burburinho do monte
quebra outra pauta concreta.
das mil senhoras sentenças
sai a carroça indomável
e afastado em silêncio
o tordo senta-se à espera.
mercantes e transeuntes
dobram os quatro caminhos
da areia brota o perigo
mas eles seguem em frente.
o mapa não é terreno
o plano emerge do fundo
em cada grão vai um número
guardam pilares de pedra.
onde fostes, quem sois?
fosseis fazendo questões
com as asas desfez as amarras
e seguiu o tordo viagem.
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