segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

verso supetão na feira das letras

no excesso postulam com caligrafia delgada
clamando ternuras no pátio da glória
o semblante cuidado, os pilares erectos
escolhem vogais que se acerquem das suas.
uma salsada intragável, perdoem-me o termo
nunca é a outra cena, só há vicissitudes
com formato antevisto e doutrinado na forja
o financista do livro encolhe os seus ombros
e coloram-se as lombas em tons prateados.

o dom e a deia passeiam no largo
às vezes acertam um sincronismo oportuno
por certo querenças enganadas no rumo
um través do desígnio de papoilas em plástico
a dionísia sentença fica estampada na fronte
com calor evapora misturando no bafo
odores da lida que se escapam para fora.

travesso juízo, não esconde a certeza
badala rasgos vedados, ele vê e se acerca
batendo claras das crenças amenas que sorvem
os graus bafientos dum conhaque barato
é o desígnio a sentença, a prudência
do mestre bastardo de linhagem difusa
as medalhas custeando com ferro e safira
tutelando os jovens pelo lago dos cães.

chama-se ódio, dureza, carnação espigada
pelos sentidos expostos, exumando o que sabe
a voz doutro lado, das trombetas do anúncio
de feras sem falhas conforme o dever
das eras douradas, vivas e verdes por vir
a mensagem perdida dos dotes letrados.

o jubileu
um felino descansa
sem tranças nem danças
aparta-se o pecado
e murcham poetas
como senhoras a dias.

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