quebra-se a fé
mirra, é uma flor
no inverno tardo.
o conto-promessa
sem capítulos
de leveza noctívaga.
cruzando os dedos
ele agita
a doença incorpórea.
a Boa Nova
desce com as ondas
dum satélite metálico
funde-se
à carne flácida, fraca
nas jornas
que o sol não pisa.
purificado
em chama
esférica e branca
petrifica
no seu desígnio.
são rezas e lendas
crenças silvestres
rasteiras na frase.
boémio pastor
espreita da vinha
o cordeiro revolto.
nega três vezes
três vezes por si
uma por cada lente.
Verdade
o vago consolo
tempestuoso silêncio
recurvo
abrindo os braços
mas a vista coberta.
um amigo
trilha na neve
e o fogo
não se extingue
ao sabor do vento.
desejo profano
criança tentada
por baixo da linha.
perece com calma
não percas a vista
rodando no ânimo.
deserto sabido
converso fugindo
do ábdito amor.
suplica em terra
um sussurro castiço
lembranças na esquife
que corre o riacho.
sobe
aceita o que é.
em todas as margens só há uma forma de pedir o perdão.
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