credo, careca
rondas da cuca balança
as etiquetas conectadas
em nações de sol poente
ou canções de compasso ascendente
a significância do signo
vem, em sigilo das estrelas,
sela o zelo num envelope
escapando do bote
e, que raios,
aterra-me na varanda.
aberto, corro o canivete
gritos declaram
nas borras de tinta
duma caneta com a carga
cheia
como a voz
preta e borrada.
desespero é a cara
matinal do tédio
do tudo-consome
o nada com nada com nada
manchas contra a folha
escrita e rasurada.
portanto
sem ursa que me norteie
cuspi na ponta do dedo
dobrei a nota conforme veio
ora toma
um sticker da bomba
para que siga caminho
fiz um aviãozinho
e ele
vaaaaai pelo passeio
não há dinâmica
aero, astral, banal
da outra
que o salve de despenhar
algures entre a cablagem exposta
o cheiro a gás
e os grandes lagos
do sapal da verderena.
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