quinta-feira, 10 de julho de 2025

sem veneno digo eu / \ asfalto, a pele e a erva

malandros não estão nem aí
serpenteando por cá, largam um rasto
de areia das brechas que os crivos
vulgo pitões mais seus dentes serrados
acumulam em voltas ariscas na praia,
a botânica a monte onde todos já sabem.

diz-se um lembrete lacónico, na urna, que estável
capacidade lascada de crenças bem soltas
contidas nas copas, em águas com tónico
sementes diurnas com a força da síntese
obreia segunda, dormente e amável
rompendo o destino pagou as avenças.

tonta, na estrada te embalas, canções de perigo
e a pele que largas
eles não estão nem aí.

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