terça-feira, 19 de agosto de 2025

para um querer indomável, castrando os letrados

desejam-se vivas, esbeltas
à mão de cultivar
uma salva de palmas
sem ambição masculina.

eu quero-te
como desejo que o civismo
se foda.
espreita no teu nome:
morte às regras da estrada.

é bárbaro esse passo forasteiro
acerca-se
corre os dedos no cabelo suado.

o bicho, um homem
a face animal
virtudes da fala
jogando à terra o seu sal.

mal-mal-maldita
os seus ciclos enfermos
cessam
quando admites
(tão crasso):
pequeno pecado, forçado
arrastando à gruta
chama o seu nome
e escuta a virtude.

Nenhum comentário:

Postar um comentário