ei-los, em terços e tenras
passadas com passo aprontado
um dois três
um dois três
um dois trêêêes
eh segue a fortuna o cordeiro
~um climax apresentado por sentidos
que procuram querenças, pertenças
dança em três terços
um
dois
três
violinos por ti, vós, a voz
pertence a quem foi
quê?~
um
dois
três
um
dois
três
um
dois
três
um
dois
três
ei-lo, no compasso fagulha
as voltas que deu pelos átrios em pedra que não soube nomear
quando a casta
i m p
e r
i a
l
desmontada, mercurial,
o que são palavras ou registos de como sente
a alma casta imprudente e casada
SALVA-TE JÁ IRMÃO DUMA PRECE MAL-DIZIDA
DEUS: DA TUA EQUIPA
EU NÃO
EU NÃO
EU NÃO
~EU TANTAS VEZES NÃO
SALVA-TE.
UUUUUUUUUUUH
espalhado pelo corredor branco exométrico cheio de quinas
são a pátria que vacilas quando esquivas a pertença
da tua alma fecunda e infantíl
e Deus disse: pertences
mas o silêncio calou essa voz
persiste
um,
dois e três
e três
quais mentes, serpentes
são as tuas bengalas que pedem
submissão completa.
quis quem Sabe
Maior
nosso Pai
tabefe
tabefe
sofre
como quem
não merece
é o papel que compete a quem vai
pela beleza do som que transcende
um dois três
os violinos do nosso apogeu
dirão mera material
de sentir o sentimento
mas eu nesta ruína de pessoa e de casa e de tudo que pode ser alguém
direi, com certeza,
É LINDO
É JESUS
CRISTO
QUE ME SALVA
UM SOM LINDO E OBSCENO DA VONTADE BOA
QUE TE QUIS
ELE
e quem sabe
senão Ele?
um dois e três
foram as notas que salvaram a volição malvada
absolvida nas folgas da rija e pertinente
força da abstenção.
mas Deus, se me permitem, se me permite, se eu devo
ama
e alguém quer
que esse amor importe.
nada seria mais óbvio que um descarte numa corda
rudimentar contra todas as premissas que pedem
a pertença que nunca foi
e tanto provaste que o pescoço deve resistir
às mágoas d'além
mas Ele sabe
qu'és um mártir.
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