terça-feira, 21 de abril de 2026

vulgar e uma mão cheia de copas

supondo que sempre fomos
a forma e a fala e as vazas
contadas em esquemas que não
se vão
serpenteiam antes
consomem e tornam a alma
em pleno e certo, confiante
vitória
conta - são copas.

tudo feito pela copa
encarnada onde descansam
os tempos laboriosos.

um dia será
uma memória amorosa
certa, certa que não foi
nada
cheia de covas
lápides pálidas 
olhas e fitam
quando queres enterrar
o que não sendo
não foi.

um dia lerás a minha mente e com toda a sapiência
que te fez vigário do juízo
restarão lamentos
mais lembranças do oceano
zangado e artista
produtor e mestre d'obras
aiii
não te deixaria nem que o resto implorasse.

há óleo na cara dos meus compadres
e ouro nos dentes dos bruxos
mendigos, larápios
a minha estirpe.

aia aiaiaiaia
talvez falso
seja o que me cabe
o meu trunfo.

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