terça-feira, 23 de junho de 2026

gendo

parece um átrio de aguardo
que ficou como a única
incandescente maneira de contar
as travessas tabernas feições 
carregadas, em soluços venerados
pisam aquilo que cabe
cab
ao verbo jazziento de quem
vestimos no fim fundando
das contas prescientes do teclado
coberto de ti, mim, o vero poetizo, o homem
virulento entreaberto das notas do saber
rejeitado - e rejeitado fica quando mente
um dois terno... abrilhanta
quem se calça
duma luz
inaudita
traços despeitando quem foi
ou devia ser...

a face da tua face
essa face banhada
pele tua e tudo mais
que não
tu não
sideral e planando algures por um homem
esperando pelo amor certo, circassiano 
dobrado de arrependimentos
olha, dobra a fronha da leveza levando
alguma coisa que podia ser um homem
bom
só que
não.

repousam ossos entre boças odiosas
enfrentando quem foi ama
de tal forma ama que diriam
é o teu ver a nossa essência
cobertos de razão
trouxeram as notas da nossa
forma franca em negação.

que sonho
o pecado fez-se pleno e guardamos a vontade em narrativa barata, vendendo aquilo que queres - o amor da tua carne - sendo assim pouco mais que uma memória que estimas, encantas
adoras 
como se fosses um legado dessa imagem.



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