tá ali a marca das balas
que fecharam a porta ou
dito por quem desdisse que fecharam a porta ou
ou Deus disse
por quem opõe
o deslize, a forma que trouxe
filhos a casa, formas à lousa
de trezentos anos tresandando
entre os sinos das escolas
e um abalo que pára
a espera na gola de vinte
fulanos
guardando um corpo.
corpóreo, alem
talvez
tal foi o mal que uma face
fez-se peneira com furos em cabedal.
tal foi o mal que uma face
fez-se peneira com furos em cabedal.
vem a conversa que a fez
mais essa gente que a conserva
pois passa o trânsito enquanto enlaça
pelos dedos de óleo negro
os pedaços de alcatrão
mais um naco quiçá
duma alma, duma essência
que pode ter ficado num buraco por tapar
e as verbas do novo centro de saúde que se estreia impaciente
sem doentes.
corta-se a fita onde a fera trouxe ao Pai mais um vislumbre da sua informe e voraz sede de quem fomos.
e o sorriso de quem o toma por milénio e meio
dissipa na sua órbita inconsciente
o furo e o sangue
não de balas mas de homens que eu não sei.
que carro se atreve senão um qualquer
com as rodas nas valas
haja coragem: aceno
enquanto as penas dum corpo
a penantes edifica que a tragédia
é pouco mais que a sua memória:
fica dita numa língua que nem existe.
há a tinta de ferro e furos de cimento
mais a vida domingueira que sucede
ao pó que resta quando
pelas chávenas mais os dias
se enterram por virtude
da pura e necessária pulsão de assim ser.
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