quarta-feira, 22 de março de 2017

escrito não se diz: como preciso dizer

⚮
desabafo ruim
no blog.
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nunca ninguém se ri no computador
excepto da tragédia alheia
ou de multimédia.

hahahaha é social,
um leve sopro pelo nariz
é mais verosímil.

O símbolo é não ter posto no dia da poesia

já não sou a faísca e o impulso,
o princípio dum fogo humano sem remédio,
o TAC que bate na caixa e acende,
ímpeto furioso cheio de revolta.

crente que rende (seguia eu)
aos poucos que vão na corrente
e andam à solta sempre em fuga -
traquejam como traquejei,
agora são só bufos.

já sem gana.
já sem nada.
já sem pulso.

miúdas que são júri
de juras visionárias
de gradação elementar:
sobem, vão chocando pelos céus
cada vez mais até que tudo é tão longe,
o caminho e o destino,
só vultos-formiguinha
que são o teu passado e aquilo
que seria feito do teu futuro
prometido tão tranquilo.
passaram-te a perninha.

e a mim
e a tantos.

que descontextuado e falta de forma contemporânea.
nem um técnico de prosa, nem um verso em ascii,
nem um pós-técnoprosa nem o asco que com (quem) vê sente-te igual.
 é por estes e por outros que me apaga tanto a luz.
"olha aqui! é isto não é?"
não, nada disso. tudo errado.
agora faz pouco mais que bocejar
mas quando custou de verdade
eram choques dolorosos no lombo dos sonhadores.

esta estrutura é a minha confiança.

sábado, 11 de março de 2017

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Quem é que guarda
Os guardiões nesta
Rima de *woofa woofa*.
Passo o muro da praia
E espeto o chapéu-de-sol
Na areia morna; é já
Tarde e a maré acabou
De passar por aqui.
Tenho uma mão dourada
Que importei de Guadalajara.
Uso-a para escrever:
Olho para ela.
Aperta o narciso que sai
Água, palhacito líquido.
Tens o nariz no peito,
O batom vermelho e
Aí estás inteiro. Se
Dependesse de mim,
Duns quantos, Só bebias
Quando já estivesses
Com essa língua
Molhada de fora.
Borrego.
O pássaro da minha gaiola
Deixou de me falar.
Não sei o que se passa.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

os cavaleiros do apocalipse
vieram de flauta,
o fim é só para quem não gosta da música.
pensa comigo:

vais ao banco e levas o dinheiro todo
depois esfregas com força contra o jornal.
és influente - não -
e bom?

então e se for contra uma folha branca
és arquitecto?

resposta:
eu não sei
mas parece uma boa sugestão.

cuidado com a chuva amigo.
linha de montagem
e os visuais mais fascinantes.
vou ao barbeiro com o telefone.

chuta mais ideias
que se replicam a si mesmas,
é só estar atento.

a pista:
art déco volta (volta sim!)
agora nas mãos
e nos pescoços,
finalmente o amor que merecem.

uma moedinha pelo novo ano

um grande porteiro
desenrosca a fita
para as princesas do mundo.

os príncipes com muito
fruity fruity love
nojentinhos, como querem.
já passou o fresco cheiro da cidade
portanto voltaram na sua bilingue carruagem
status s tatus sta tus

o redactor do jornal ficou à porta
e sacou-lhes uma foto como se
estivesse a pôr-se em estado,
estado presente,
a sentir-se curioso.

é a maior festa do ano!

o céu por cima faz de lona,
é o verdadeiro cobertor da década.
tapou-os a todos:
as princesas e os príncipes,
os duques (por cima, como o céu) e as meninas
que ninguém viu.
alguns viram e
muitos comentaram.

só há vultos desfocados.
imagine!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Diz a aristogata:
Compro uma mala extravagante
Para ser reconhecível no tapete
Tal um elefante.