domingo, 2 de abril de 2017

Sim, ele foi à pesca com a sua família em 2013. O pai dele apanhou um Babelmândebe, a mãe dele apanhou uma Malaca, o irmão dele apanhou um Ormuz, ele apanhou um Lombok. Naquela noite eles comeram Ormuz, na noite seguinte comeram Babelmândebe, na noite seguinte comeram Malaca, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite seguinte comeram pérolas, na noite
Tranquilo, a andar de
Carro, de barba feita,
A rir-me da rádio.

quarta-feira, 22 de março de 2017

P o s t nº 1 0 0

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escrito não se diz: como preciso dizer

⚮
desabafo ruim
no blog.
 _____

nunca ninguém se ri no computador
excepto da tragédia alheia
ou de multimédia.

hahahaha é social,
um leve sopro pelo nariz
é mais verosímil.

O símbolo é não ter posto no dia da poesia

já não sou a faísca e o impulso,
o princípio dum fogo humano sem remédio,
o TAC que bate na caixa e acende,
ímpeto furioso cheio de revolta.

crente que rende (seguia eu)
aos poucos que vão na corrente
e andam à solta sempre em fuga -
traquejam como traquejei,
agora são só bufos.

já sem gana.
já sem nada.
já sem pulso.

miúdas que são júri
de juras visionárias
de gradação elementar:
sobem, vão chocando pelos céus
cada vez mais até que tudo é tão longe,
o caminho e o destino,
só vultos-formiguinha
que são o teu passado e aquilo
que seria feito do teu futuro
prometido tão tranquilo.
passaram-te a perninha.

e a mim
e a tantos.

que descontextuado e falta de forma contemporânea.
nem um técnico de prosa, nem um verso em ascii,
nem um pós-técnoprosa nem o asco que com (quem) vê sente-te igual.
 é por estes e por outros que me apaga tanto a luz.
"olha aqui! é isto não é?"
não, nada disso. tudo errado.
agora faz pouco mais que bocejar
mas quando custou de verdade
eram choques dolorosos no lombo dos sonhadores.

esta estrutura é a minha confiança.

sábado, 11 de março de 2017

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Quem é que guarda
Os guardiões nesta
Rima de *woofa woofa*.
Passo o muro da praia
E espeto o chapéu-de-sol
Na areia morna; é já
Tarde e a maré acabou
De passar por aqui.
Tenho uma mão dourada
Que importei de Guadalajara.
Uso-a para escrever:
Olho para ela.
Aperta o narciso que sai
Água, palhacito líquido.
Tens o nariz no peito,
O batom vermelho e
Aí estás inteiro. Se
Dependesse de mim,
Duns quantos, Só bebias
Quando já estivesses
Com essa língua
Molhada de fora.
Borrego.
O pássaro da minha gaiola
Deixou de me falar.
Não sei o que se passa.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

os cavaleiros do apocalipse
vieram de flauta,
o fim é só para quem não gosta da música.
pensa comigo:

vais ao banco e levas o dinheiro todo
depois esfregas com força contra o jornal.
és influente - não -
e bom?

então e se for contra uma folha branca
és arquitecto?

resposta:
eu não sei
mas parece uma boa sugestão.

cuidado com a chuva amigo.
linha de montagem
e os visuais mais fascinantes.
vou ao barbeiro com o telefone.

chuta mais ideias
que se replicam a si mesmas,
é só estar atento.

a pista:
art déco volta (volta sim!)
agora nas mãos
e nos pescoços,
finalmente o amor que merecem.

uma moedinha pelo novo ano

um grande porteiro
desenrosca a fita
para as princesas do mundo.

os príncipes com muito
fruity fruity love
nojentinhos, como querem.
já passou o fresco cheiro da cidade
portanto voltaram na sua bilingue carruagem
status s tatus sta tus

o redactor do jornal ficou à porta
e sacou-lhes uma foto como se
estivesse a pôr-se em estado,
estado presente,
a sentir-se curioso.

é a maior festa do ano!

o céu por cima faz de lona,
é o verdadeiro cobertor da década.
tapou-os a todos:
as princesas e os príncipes,
os duques (por cima, como o céu) e as meninas
que ninguém viu.
alguns viram e
muitos comentaram.

só há vultos desfocados.
imagine!