sexta-feira, 12 de julho de 2024

a colmeia de vidro

estacionado num terminal rumo a lado algum
pelo menos dentro desta cabeça de chapéu
calhau depressa corre dum breu comum
evitando percalços, banhadas com
nenhum safo, de poucos fazendo fel, 
fiel,
um mandarim mal-amado, maltratando um sócio,
vestido de zumbidos baratos e cansados.

tira a cinta e descalça a velhota na cadeira
de rodas, rodeada de fardas e olhares menores 
fazendo-se grandes e fortes,
bigode barato e cansado zumbindo
com o larapio de horas, metade aselha
metade abelha,
esvoaçando por maletas de camponeses
como um jardim de flores metálicas
com as sépalas guardando o que sobra 
da dignidade destes compadres 
que na sua traição penduram
os ofícios dos seus vindouros.

a tentação na janela, fila pronta
bolas de fogo guardam a insegurança do vosso ego
na boa-vinda e nas esteiras
falando de erros e besteiras.
perscrutei à volta, pisei um prego,
vi uma montra
e um sinal proibido. 

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