eu leio a tua prosa
a toda a hora
e penso nela
a toda a hora
e cada hora
é um poema
cada hora
é uma memória
que perdemos nos ses
e nos ais
e nos mas
e nos tais
momentos que perdem
ou perdemos os dois
por sermos tão longe
e por seres tão...
tão.
por seres tão tão...
isso tudo.
a toda a hora
e penso nela
a toda a hora
e cada hora
é um poema
cada hora
é uma memória
que perdemos nos ses
e nos ais
e nos mas
e nos tais
momentos que perdem
ou perdemos os dois
por sermos tão longe
e por seres tão...
tão.
por seres tão tão...
isso tudo.
tremi num swing estranho
quando um gajo ficou graúdo
ponteiro que bate num áspero implacável
crescer
é isso,
isso tudo.
quando um gajo ficou graúdo
ponteiro que bate num áspero implacável
crescer
é isso,
isso tudo.
já meti este desafio na cara de tantos manos
perguntei sobre moral e sobre saberes que pouco entendo
queria fechar negócio, saber que ia bem
mas a tropa cansou-se, afastou-se
tornou-se memória, meteram-se além.
perguntei sobre moral e sobre saberes que pouco entendo
queria fechar negócio, saber que ia bem
mas a tropa cansou-se, afastou-se
tornou-se memória, meteram-se além.
aqui, aquém
crendo que tento é razão
sentado numa varanda de improviso
equilibrando um cinzeiro na beira
- sem guardo -
lá em baixo seria parte dum poema
de versos sem tempo e estória.
crendo que tento é razão
sentado numa varanda de improviso
equilibrando um cinzeiro na beira
- sem guardo -
lá em baixo seria parte dum poema
de versos sem tempo e estória.
pan-óptico letrado
uma lente desfocada
e cada hora um ai, um se
uma confusa distância que podem ser milhas
meses
ou heranças da alma
com séculos estornando
estrofes misturadas
de tu
tu
tu
e tu.
caiu
- a chamada -
mais um tapete a penantes.
uma lente desfocada
e cada hora um ai, um se
uma confusa distância que podem ser milhas
meses
ou heranças da alma
com séculos estornando
estrofes misturadas
de tu
tu
tu
e tu.
caiu
- a chamada -
mais um tapete a penantes.
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