o vulto das gaivotas passa entre os raios de um sol se pondo
doente, cansado, à espera de um amanhã que sempre vem
mas nunca muda.
baixei a viseira, a gravilha cuspindo-me na cara com desdém
a pretensão de gostar sem saber
e com o sol escondi-me atrás do baço e do riscado
e fiz-me ego e volição e noite.
muito acima deste plano, o valente da humildade plena
rodando veloz, voltas intemporais, filho de um carpinteiro
quando nasceu? será o seu apreço e a sua estima
uma virtude emprestada da carcaça despida duma espinha
que a ligue a céu e chão?
terá fugido para o abrigo último ou simplesmente antecipado
o resultado desta prova? em ambos, obviamente vencedor.
doente, cansado, à espera de um amanhã que sempre vem
mas nunca muda.
baixei a viseira, a gravilha cuspindo-me na cara com desdém
a pretensão de gostar sem saber
e com o sol escondi-me atrás do baço e do riscado
e fiz-me ego e volição e noite.
muito acima deste plano, o valente da humildade plena
rodando veloz, voltas intemporais, filho de um carpinteiro
quando nasceu? será o seu apreço e a sua estima
uma virtude emprestada da carcaça despida duma espinha
que a ligue a céu e chão?
terá fugido para o abrigo último ou simplesmente antecipado
o resultado desta prova? em ambos, obviamente vencedor.
a coragem enche-me os pulmões e circula em si
nariz trancado, beiço rijo, vista parda
levanta um fumo misturado de tabaco e óleo
um melro pousado no meu ombro esquerdo
vai-me dizendo verdades bonitas, mentiras precisas
virado para a frente, uma flecha certa
aponta para onde vamos, seja qual for a rota.
saltam roncos como erupções, o vulcão da fé
acordado na turbulência correctora
o medo prende-se no acrílico e faz-lhe um risco
a barreira, um quisto sistino e guerreiro
marcas na estrada por onde passam.
nariz trancado, beiço rijo, vista parda
levanta um fumo misturado de tabaco e óleo
um melro pousado no meu ombro esquerdo
vai-me dizendo verdades bonitas, mentiras precisas
virado para a frente, uma flecha certa
aponta para onde vamos, seja qual for a rota.
saltam roncos como erupções, o vulcão da fé
acordado na turbulência correctora
o medo prende-se no acrílico e faz-lhe um risco
a barreira, um quisto sistino e guerreiro
marcas na estrada por onde passam.
o melro pia, abre a viseira
sente o ar por onde passas, o pó que se levanta
como curva a dor perante a voz.
sente o ar por onde passas, o pó que se levanta
como curva a dor perante a voz.
o punho cerrado como no adeus, vontade expressa
e pendurada no peito de cabeçudos, brilhando
por um mar deserto com manchinhas verdes e azuis.
vira, vira,
volta rápido
a armadilha donde fugiste tranca-me no mesmo turno
e o ouro do fim da era deita-se lentamente sobre todos.
nunca tão rápido.
a vontade de vencer, emergente
sentes o tremor da fraqueza no pulso exposto
sentes o tremor da fraqueza nos ombros leves
o melro pia, cautela, perseverança
mas bati o pé com força e enxotei o meu compadre
decisão de um pavão,
e acabei na parede, coberto de pó e espuma
que não foi fruto do meu labor.
e pendurada no peito de cabeçudos, brilhando
por um mar deserto com manchinhas verdes e azuis.
vira, vira,
volta rápido
a armadilha donde fugiste tranca-me no mesmo turno
e o ouro do fim da era deita-se lentamente sobre todos.
nunca tão rápido.
a vontade de vencer, emergente
sentes o tremor da fraqueza no pulso exposto
sentes o tremor da fraqueza nos ombros leves
o melro pia, cautela, perseverança
mas bati o pé com força e enxotei o meu compadre
decisão de um pavão,
e acabei na parede, coberto de pó e espuma
que não foi fruto do meu labor.
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