sensato em observar que no deserto
não se nomeia nem se registam histórias
é preciso mais que um
e as vozes da noite suspiram um caos inconsciente
que fica ancorado no desespero da solidão.
não se nomeia nem se registam histórias
é preciso mais que um
e as vozes da noite suspiram um caos inconsciente
que fica ancorado no desespero da solidão.
viagem longa, compadre velho
em tempos como numa casa humilde
cujas paredes rugosas do tempo e da chuva
guardam segredos felizes e histórias da juventude.
sem memórias é apenas uma ruína.
em tempos como numa casa humilde
cujas paredes rugosas do tempo e da chuva
guardam segredos felizes e histórias da juventude.
sem memórias é apenas uma ruína.
as pegadas do rancor trilham o caminho daí
até ao sol quente e ao fim dos tempos
(agora)
passadas passadas do passado
ateadas ao fogo pelas estrelas e pela loucura.
até ao sol quente e ao fim dos tempos
(agora)
passadas passadas do passado
ateadas ao fogo pelas estrelas e pela loucura.
cada grão de areia uma conquista
impar nas origens parcas do esqueleto
a miséria, os insetos, pequenas formas de vida
sem maldade, só confusas, mas em paz
reino amplo e jovem.
impar nas origens parcas do esqueleto
a miséria, os insetos, pequenas formas de vida
sem maldade, só confusas, mas em paz
reino amplo e jovem.
como as cobras, desmancho a pele que habito
renascimento ou escaldão, a vista encarnada
dos raios que o claro devolve de baixo.
como as cobras, que também sou de carne
e osso, não devo temer o veneno na língua.
renascimento ou escaldão, a vista encarnada
dos raios que o claro devolve de baixo.
como as cobras, que também sou de carne
e osso, não devo temer o veneno na língua.
quatro caminhos a céu aberto rodando como uma mistura bem feita:
a sul, o passado que guardo em lágrimas
a norte, de onde vinha e de onde chego
a oeste, as ruínas e os seus fantasmas
a este, a imensidão da estrada, o caminho infinito.
a sul, o passado que guardo em lágrimas
a norte, de onde vinha e de onde chego
a oeste, as ruínas e os seus fantasmas
a este, a imensidão da estrada, o caminho infinito.
rodando, procuro subir
sem nome nem coisas
nem memórias nem conquistas
só a paz que fiz bem
ou o melhor possível.
sem nome nem coisas
nem memórias nem conquistas
só a paz que fiz bem
ou o melhor possível.
Nenhum comentário:
Postar um comentário