sentado, em pé, andando, em pé, ouvindo, parado, sentado.
uma mulher de ancas vivas e o filho de visita
acenando
mais uma centena de fulanos, todos em bate-pé
descendo as ruas em carreira
trato como um auto de fé.
cómico e cómodo, excepto nos sapatos.
os pombos dançando por cima fugiam
do caos e do ruído, a timidez o seu viés.
pregos na estrada e uma obra parada,
à esquerda a meia idade aplaudia
vendo-nos lavar as suas mãos
sujas e tocadas do perverso e do conforto.
fossas, capelas, tuna sammy for a thirty
umas com ar de donzelas, outras com ar de vexame.
chumbei no exame e o ar estourava nas velas
enquanto mastigava a língua depressa.
também nem sabia canções, o assobio do mundo
não me caia na poupa, coberta de musgo
e escondida da história
uma filha,
a ilha do canto profano.
rodopia rodopia, o chantel duma descrença
peças em barro uniforme e uma tesoura de papel.
rodopio rodopio, sou mais um filho da mãe
quando vimos o mar baixo
quando o cruzei em bagaceira:
sentado, em pé, andando, em pé, ouvindo, parado, sentado.
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