as amarras vão-se soltando lentamente
das estacas desta tenda
a humidade enrugando-lhe o sintético
outubro na goela, pressionando à acção
pelo ar rarefeito do espaço enclausurado.
no jardim oitavo, deitado e bombarda
os miguéis da minha vida, uns certificados
e os outros em placas. iguais no registo
da memória, são considerações
matinais, como um bocejo
ou o sonho com os andes, descrito numa pauta.
das estacas desta tenda
a humidade enrugando-lhe o sintético
outubro na goela, pressionando à acção
pelo ar rarefeito do espaço enclausurado.
no jardim oitavo, deitado e bombarda
os miguéis da minha vida, uns certificados
e os outros em placas. iguais no registo
da memória, são considerações
matinais, como um bocejo
ou o sonho com os andes, descrito numa pauta.
ponho ordem, sento-me no chão de terra
esfriado como onde moro,
o amarelo nas paredes e nos dentes
e olho para a serra, a missão por cumprir.
é com vagar que a névoa sobe
eu sigo-lhe as pisadas com timidez
fervo a água que o ajuda
um coador, o vapor,
o grão moído que fumega
e o cheiro conhecido
mais um início de jorna.
esfriado como onde moro,
o amarelo nas paredes e nos dentes
e olho para a serra, a missão por cumprir.
é com vagar que a névoa sobe
eu sigo-lhe as pisadas com timidez
fervo a água que o ajuda
um coador, o vapor,
o grão moído que fumega
e o cheiro conhecido
mais um início de jorna.
a obra incompleta, rasgo laranja na cabeça
será chuva e serão quente, misturas alquímicas
de plantas lembranças e do cenário.
passeriforme, a vizinhança em melodia
por cima de carros e tratores e os gritos
das pessoas que nos fitam com suspeita
a siringe como a vida, em mim dedos e teclas.
são as medalhas doutra era, fósseis do destino
poupados na fé e na persistência do contínuo amanhecer
a evidência, a meta, a única coisa que importa.
será chuva e serão quente, misturas alquímicas
de plantas lembranças e do cenário.
passeriforme, a vizinhança em melodia
por cima de carros e tratores e os gritos
das pessoas que nos fitam com suspeita
a siringe como a vida, em mim dedos e teclas.
são as medalhas doutra era, fósseis do destino
poupados na fé e na persistência do contínuo amanhecer
a evidência, a meta, a única coisa que importa.
descartei o passador e com o silêncio cá dentro
é a hora da muda. as borras pelo chão, comida
que brota para vós, filhos do futuro que persiste
assim como nós, que contamos as fibras
das cordas que estouram.
é a hora da muda. as borras pelo chão, comida
que brota para vós, filhos do futuro que persiste
assim como nós, que contamos as fibras
das cordas que estouram.
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