teto, abrigo, o mar a respingar
nas arcadas de um tasco, o meu lar.
quebra a onda contra rochas
num jantar à luz de tochas
o dilúvio desta era, um desgosto que debochas.
pudera, foram mentes, caveiras
e a opinião de charneira
são retalhos na manta da fera.
espera, a virtude alcança
uma mão que descansa
e a outra no cutelo, matança.
nas arcadas de um tasco, o meu lar.
quebra a onda contra rochas
num jantar à luz de tochas
o dilúvio desta era, um desgosto que debochas.
pudera, foram mentes, caveiras
e a opinião de charneira
são retalhos na manta da fera.
espera, a virtude alcança
uma mão que descansa
e a outra no cutelo, matança.
fastiento e sem pudor
o ardor da falta de tento
jogam-se todos ao vento
e permanece a dor.
o ardor da falta de tento
jogam-se todos ao vento
e permanece a dor.
casa minha, para que te quero, senão para me esconder?
casa tua, onde a queres, senão em contramão?
nascer, viver sem crer
crescer sem nascer,
uma só vez.
casa tua, onde a queres, senão em contramão?
nascer, viver sem crer
crescer sem nascer,
uma só vez.
marcha a prole pelas ruas e fala e fala e fala e faz e faz e joga e joga e dança e dança e mata e mata e morre.
o lar que reclamas são as paredes que nos trancam
nas correntes do crime e do castigo.
o lar que reclamas são as paredes que nos trancam
nas correntes do crime e do castigo.
percebo e percebo
e concordo pelo sebo
que escorro pelas botas
salva a vida do acaso
por uma mão cheia de vigotas.
todas plantadas pelo outro
bateis o pé eu bato o couro.
e concordo pelo sebo
que escorro pelas botas
salva a vida do acaso
por uma mão cheia de vigotas.
todas plantadas pelo outro
bateis o pé eu bato o couro.
casa minha, para que te quero, senão para me esconder?
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