cabanita, com a tita
bolas
como és bonita
e o teu riso todo nerd
que suspira
decência nos céus pela vinha.
falas-me de prosa e de textos
repletos de noção antiga
jogaste a isca ao mar
e o burro
deixou-se ficar na ilha.
quando mencionaste
a história
dum bacano que não é humano
e este tosco amochou
e calou-se
entre o caixote e a quina.
10000 x idota
a dormir
e vai para casa dançar com as sombras.
é verdade, acredita
um conto nasce e arrebita
a vontade de um tanso
coxo e manso
cego e no fim da linha.
amiga, conhecida
és tão linda contra as luzes leves
destes postes fraquejando
como as mãos
e a goela de um parasita.
fosses minha, o meu sonho
eras tu de ceptro
e trono, relaxada e contraída
na leitura, vivendo
entre verso e estrofe.
bata um trovão valente
nesta sina
e um obrigado a ti
poeta, com a catarina,
foi mais longe do que nós na vida.
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