fileiras de meia brasa
pertencem às filhas da conduta
à paz que canta os bosques
e às larvas na fruta podre.
bendito e sereno nos fios de seda e gás
que sobem paredes quadradas e batem nos contornos das nuvens
desenham lampreias aladas que engolem as moscas
e os desejos dos tolos.
no mar há o mar
no céu há o céu
um refletindo o outro
o contacto é o embuste.
quando aumentas a voz e misturas as formas
cortas-lhe as asas e num mergulho profundo
vira uma gosma, um entulho de gente
como o tapete a penantes que ficou na calçada.
escolhe agora o sentido da marcha
adiante como sempre
a norte como na noite
às voltas como uma estátua
(estás aqui)
para a fronteira
em bandos enormes
de chapéus e lencinhos.
imóvel se queda, que lástima
não pode, as fileiras de meia brasa
não se apagam por mortais.
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