pelo tonel uma medida de pipa fica
arruada com crentes e uns javalis
imbuindo nas veias de barro e raiz
os talentos vazados com a dica.
sente-se o gosto no sangue tinto
que transbordando com a chuva
pinga pelo asfalto na curva
fazendo juras que já não sinto.
são figas, gota no aro que fabrica
grades amenas de quem não quis
e nas promessas torneadas diz
que o entre as calhas clarifica
o bracejo vesgo no instinto
rilhando com a vista turva
sai da água, enxuga-se, uiva
outra farsa dum ser faminto.
presas afiadas
levam nos lábios
são sagradas
e eles sábios.
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