tomando por força locais estratégicos
o inimigo lança rojões das arcadas
interno, fraterno, nos montes angélicos
deambula no deserto com o seu ferro quente
mais um passo na rota do odioso oponente.
ajuizados profetas das causas variadas
dobrando as línguas em artefactos tão cénicos
e cobrindo a poeira das pestanas cansadas
ignominiosos desfechos, os seus jeitos técnicos
a virtude do escarabocho feito por gente
trazendo a ruína e plantando a semente.
afundam na terra a lança e as espadas
ansiando a vereda dos rumos não bélicos
cochicham as barbas de sangue marcadas
pelo óbvio produto dos aristotélicos
e assim vão marchando e seguindo em frente
os terrores de guerra dessa corja doente.
desperta sem tempo nas madrugadas
mas agarra-se à cinta dos gentis obséquios
tilintando as chaves por entre as granadas
das portas trancadas por persas e sérvios
ouvidos atentos à portada rangente
e o assobio nos claustros do médio-oriente.
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