ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
se conhecesses os gritos que
quem te observa guarda
é... os teus membros esparramados no banco
do jardim a fantasiar com fáceis fachadas
animadas de quem somos.
e tu
e tu
estás à frente.
e tu
partes-me o coração
com batidas distintas
escondidas pela neblina
da madrugada que o mês
obriga
a ser assim.
eu nunca me apaixonei
excepto daquela vez
que odiarias saber
porque foram tantos tantos anos
toda a minha energia
foi consumada numa existência
para além da tua
mas dirias o mesmo
não?
concordo
logo, sejamos decentes
prudentes
inconsequentes
e cedamos ao que o destino
pede
quando se nega
a vontade dele
pelo conforto barato
que cobres em andanças
instantâneas
passos sabidos
que partilhámos
as batidas
na caixa
por uma noite que seja.
sou teu
teu teu
quão mais óbvio
pode ser
ahhhhhhhhrrebita!!!
entende
que te amo
duma maneira que dificilmente
senti
sem ser por uma vez.
nunca poderei dizer
nem cantar ou declamar
ou recitar
estes versos
porque dizem o teu nome
aquele inconspícuo suspiro
sim
cobarde
é
mas
podia ser uma só voz
a tua
ou a nossa.
na censura guardo
com medo
do futuro
irei, num passo ágil
de esguelha
descobrir a trafulhice
quando em mil paixões
és a única
que eu conheço
em espírito.
deixar-te seguir
é a minha prova
eu amo-te
como a mais ninguem.
matem-me agora
que admito
lamento
madame gruesome fin.
lixem-se os contornos baratos
de mulheres mascaradas de negros
olhos com sede nos mesmos
eles pedem socorro.
só te quero a ti.
lixe-se a nostalgia
que guardo pela malvada
vontade de tornar a ser
humilde e criança
comendo
duma falange hostil.
partilhamos batidas
corações
síncronos
sabem ao que sabe
e tu sabes
e eu sei
porque tu sabes
o teu nome rasurado
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