é zelo barato que espera
quando confidências desabrocham
em sofás de ganga rija
vertendo o pó dos desmazelados
silêncios
que guardam semblantes pacatos
as pessoas honestas
voltam de camioneta.
não me escapas
às confissões
prudentes considerações
largadas ao desbarato
no exercício da amizade
eles precisam, só querem
que seja deles a vontade
e é, em parte
um fraterno
um camarada
que ouve a lua
iluminando-lhe a silhueta
calada
são sentenças
do destino
das pisadas tomadas
antes da voz de cima
vigorosa e presente.
não sou da classe
nem bom aluno
anotações perdidas
sem claustro que as feche
sem ponto que as dome
sem força que as tome.
olha o teu nome
está escrito no banco
e no vidro
vemos ondas
quebram sem norte
ou rubrica.
dou-te
tudo
é tarde
diz o que queres
o mar é um limite
fácil
são oferendas que letras
cobrem com riscos
nunca arriscando.
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