não são os degraus da escada corporativa
não é o talento nem a destreza da vida boémia
não és o podre que aparentas
não é a perscruta que a tomas tão certa
não agora e tampouco depois
não é a sede que saliva a querença
não há um comando na fome
não temas
não pasmes com a forma delas
não queiras sem pôr alento.
exige antes da tua jaula
combate o instinto de presa
faz caso dos trunfos que guardam
honesto
mente melhor
insiste pacientemente com coragem
deves olhar a riqueza
poupar mais
comer a sopa
conter o ócio
em trajes melhores
retirar a máscara
pousa o chapéu.
vais bem
entendes
que escassa é a hora
estás a caminho
estás como podes
estás como quer
um alguém que está aqui
agora.
há um novo sol
ao fim do horizonte
e amanhã
as irmãs passarão
a ordem se instalará
e tudo dos sonhos
será um raio no charco
que conta os contos
nesta cadeira de hotel.
Nenhum comentário:
Postar um comentário