calcando uma trave arqueado
ele traqueja, persiste, o domínio
o espera.
há um lavabo na cave
que reverbera o som dos seus passos
tac
tac
é a sola grossa que badala
uma puxada vulgar.
ajusta a guiaca, assente de passagem
e levanta o chapéu, perdido na era
na hora
na correnteza que encandeia
a vidraça baça.
furtivo, desconfia
com coragem honesta
perde-se o som da sua fita
pois cochicha a presença
uma multidão demorada
o perfil renegado.
esse couro gasto e dobrado
é carnavalesco
ou da zara
essa cinta é um costume
só lhe tranca os desejos
uma ganga barata
só lhe adelga nas coxas
e se arrasta no chão.
impávido
jamais
sereno também
jamais
acerca-se do bar
mas não lhe aceitam as balas.
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