no telhado das calçadas
fios negros às camadas
são pousio para a vigia
muito atenta neste dia.
permanecendo na certa e banal forma
de fulminar os desgostos em letras
de máquina,
assim opera o vosso estimado
poeta.
rimas, benditas
quantas fitas cabem num verso
fácil?
ágil, entre sílabas e o fumo livre
dos que não respondem
caso não se saiba
é destra a folga de quem habita
em terras mendigadas por pessoas
benditas.
e segue a lua perfeita
encaixada em postes e candelabros
certa dos desagrados
que nos ocupam a alma frágil.
devia roubar um rubro dia
da tua calma chefiada
dum resguardo que confere
aos teus prazeres um leve tom
de permanência sem querer.
assim fomos
entre cabos negros
rumo aos céus.
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