nominal e noctívago.
são salubres os traços
que demarcam prazeres
verbalizados, luas cheias
cobertas por sonho e solidão.
apraz
memória vaga, desbocada,
vertendo de transtornos alheios
certos que o par transcende
a fraca força de ser prudente.
rijo cigarro de parede
branda, contra as costas
que se tentam em silêncio
quando a mão joga por dentes
afiados e sem rumo.
minhas são as noites que desejas
na culpa
na oferta absolvida
em quem pouco teme
a paga.
habita nesta sina
evita, evita
és cabrita no abate
da vontade que arrebita.
vita, vita
vita vita vita
és a causa
que me habita.
vita vita vita
és um rasgo que acredita
minha causa tão bendita.
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