quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

500 anos

este ardor é uma folga fácil
temperada e castrada, mão cheia de nada
ágil e bem-dizente
das pedras calcadas, das vezes zero zera 
zera zeradas, cúmplices emprestadas
batendo a pedra contra a sola sola
sola si bem recalcada!
há olhos mecânicos mal escritos que 
fazem força com moças que mal te querem
bem-me-quer, quem? bem, nem quem te veja
ou observe as quentes forças dum forte além
pois dizes é caça
e dizer certo dos contos e verbos
é um saint hubert
um quê?
um dedo na tecla dois erros deva
talvez regra ou 'tão um fecho
ecler.

corno que Deus te amarre à cama com força capaz,
que faça andar...
ahhhhhhhhhhhhh!
és forte confia apraz apraz apraz um passo com paz.

benze
antes que vá a vela acesa
de 4 gerações a última que se apague
contas a métrica - sóóó te restam sóis
queeee
queeee se apagam quando pões
as mãos à mortalha que te cobre a cara
fechada dum cinzento apegado
à cama à calma à alma dum fardo
que te preza
mas o ódio reina.
reina.
sem medo, ele impera.

és a ruína duma calma vasta que apaga
é a calma casta que apaga
dizendo obrigado, bendita de olhos rasgados
mais vezes perdido, uma ânsia
de bênção
circunflexo cruxifixo prega e rejeitas
grita mais
a DITA MALDITA vontade que s'apoquenta
doutra forma:
morre
acaba
espera pela hora e não relincha
há letras que pedem e covas que estão à espreita.

um dia será o dia que será o herói um menino
agora, bora, pequenos âmbitos
os teus pares são órgãos desertados
lazarentos reinam nos teus cuidados.

na penumbra caminham as formas
com quem perduras...

é a reta da meta
a minha e a tua
a tua e a minha
carcaça.

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