segunda-feira, 26 de agosto de 2024

o mundinho bem vivido, rumores // sanar ou encarar

um certo vício no odor
fétido que cobre a cidade
e os seus dejectos
inspecionado com intriga 
lazão montado com nojo
que desprezas, e eu entendo,
só que será sempre um ser terrestre,
domesticada vivência equestre
acompanhado de moscas que zombeteiam
o processo pedestre que torna a matéria
nesta forma abjecta, vulgo necessário
o almoço delas e o nosso fascínio
mórbido e orgânico.

duas condessas
a primeira fugindo
a segunda nadando
em lagoinhas de ouro
em ácido puro, remédio
do ego
ambas em burros
com seus condes e suas aias
tapete que numa faz de véu
e na outra de chaimite
desbravando com seus comparsas
e as suas aias
um exótico e pútrido encanto
com o chão profano e macio.
à conquista do ardor que lhes permeia a vontade
uma fitando para dentro, caos evidente,
que produz ordem em rosas e mil flores, chagueira
que trouxeste dos séculos mais prósperos
e agora morre numa terra imprópria.
a outra regando sem dar vida
com o deleito que pacífica
a dita vontade antiga
como uma ejaculação necrófila
por cima desses mesmos sonhos.

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