segunda-feira, 26 de agosto de 2024

quando o mundo treme a gente abana
quando a gente hesita o mundo abranda.

pensei no fim meio convicto
medi o despertar na linha, o contacto
com os meus pares, o meu par
que exista algures num destroço que se faça
imóvel e capaz.
sem termo.

largar a doçura do que apraz
no passado só vestígios
em termos certos, concretos
determinado e mordaz, moderno
e o chapéu capacete cristaliza
um clímax nefasto e necessário.
salva-te a alma,
a retina incolor, negro na vista
como uma ilusão,
a iris céu profundo,
quase reto, quase perto
e antes do fim do mundo
e antes de todo o mundo.
dá-me forças no momento
o infinito por um luz
que finjo que não vejo
no caminho e no desfecho.

mistura de nações
todas as canções 
são o teu nome
e nada temo no tremor
um filho do pudor
rezando males por bonança
crendo a confiança
que desenha o caminho
nós e um filho
dois ou três ou quatro
nos escombros do que não foi.


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