tu não consegues ver um filme decente
nem que to atirem à testa.
sentado no coxim já gasto
pernas peludas esparramadas
em cima do tapete da tua avó:
venha daí mais uma tarte de palhaços,
em diversidade representados,
aos trambolhões e risadas mortas
que eu chamo de branqueamento e tu
maquilhas de cultura.
não, isso não é nenhum paris, texas
só lhe sujas o nome
é uma cagada de festival, ainda quente
e direita para os catálogos
de quem não sente os impulsos da volição.
nem que to atirem à testa.
sentado no coxim já gasto
pernas peludas esparramadas
em cima do tapete da tua avó:
venha daí mais uma tarte de palhaços,
em diversidade representados,
aos trambolhões e risadas mortas
que eu chamo de branqueamento e tu
maquilhas de cultura.
não, isso não é nenhum paris, texas
só lhe sujas o nome
é uma cagada de festival, ainda quente
e direita para os catálogos
de quem não sente os impulsos da volição.
afastei-me um bocado e apanhei ar
sei que debaixo dos poucos cabelos
que ainda te cobrem o cocuruto
há algo sentido, genuíno em bondade
e eu descanso e fumo um cigarro
e outro cigarro
para ter calma e não te partir
essa tv gigante que só passa merda.
somos amigos mas fazes-me beber para ser mais fácil.
sei que debaixo dos poucos cabelos
que ainda te cobrem o cocuruto
há algo sentido, genuíno em bondade
e eu descanso e fumo um cigarro
e outro cigarro
para ter calma e não te partir
essa tv gigante que só passa merda.
somos amigos mas fazes-me beber para ser mais fácil.
a voz da pretensão aproveita a quebra:
então estimado, cansado? pois, essa gente de carne e osso guarda pouco debaixo do chapéu. se te mexesses nem que fosse por um dia estarias na linha do mais alto gabarito
aquelas secas francesas? os nites mudos
na noite, a pobreza bibelots para pensadores
e trafulhas com sorte? cruzes, tirem-me
desse filme e do outro. vou mas é ler
baudelaire e ver south park.
Nenhum comentário:
Postar um comentário