decalques confidentes se escapam
duma barba por fazer, esta
que vos conta os tilintantes prazeres
de ser desejado novamente, em brilhantes
ocasos que espreitam o imprudente noctívago.
cheia de razão
cheia de ego
sagrada e esperançosa, o seu escape
se esconde, a corda e o gás
são símbolos do que foi
vésperas silenciosas e sem esperança
que as guarde do pecado.
faces reluzem
contra mãos iluminadas
são os santos que cantam
esperança
a vontade guardada
por animais
sedentos
como... como...
eu, o autor
o animal autor.
a pele brilha
num sonho barato
de três euros e meio
contorno duma efígie
que redime sendo
o que é
seda delicada em casulos
desprotegidos.
predador
animal
o escuro dos olhos
no fundo do sol.
animal
animal
animal
que sou.
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