dei-lhe na caminhada
normal
vulgar
expiando-se na voz inócua
da cura de castigos
a postura de gentes grandes
ou
aquilo a que aspiras
um busto cheio de feituras,
a forma ímpar de lembrar
coberto de certezas, honesto
funesto
como a cara que se veste
em dias de pertença
o destilado e certo
pon-pon-ponponpon
debaixo d'ambiências
como a de gatas malhadas
sem sexo ou género
que lhes caiba no goto.
- ah exuberante
é o que sinto
nesse suspiro animal -
a performance que só serve
num passo certo
caminhante ou
pedonal
é duma só - certa
voz animal
alinhada com quem somos
que somos
sois! -
sois!
que sois!
que eu recuso
que sou!
a melodia que trespassa
a melodia de quem foste
enfeites dependurados num mongo enrustido
de fado encarnado
contemplado e justo
dado à tua memória
com os olhos grossos
de um bebé
ou um ser inocente
envolto na raiva que não lhe cabe
só sente
passam aquáticos em passo e fortes
nos seus compassos sinestésicos
eh -----
que ódio!
quem é o baixo álbido
eh-eh-eh
uh-eh-eeeeeh-eh
ehhhhhhhhhh
dizes barato e farto das leitura
e eu
sou!
sou!
sou só
EU
com os és e os us
em letra escarlate
levo pelo sensato compasso
quadrado
em quatro por quatro
abrasivo e duma língua que se entende no desfecho que a foto
pretende transpor, cheia de significados e símbolos
que fazem todo o sentido quando se apresentam
em sequência.
EU
e a escarra
desce
EU
o seu assobio
simbólico
vestido com as cores que cabem
ao leitor
diga letras - digo cores
duas vogais
amplas mas monocromáticas.
mate-se
vermelho e verdade.
morte ao lixo das formas
de perdoar essa imperdoável
hostilidade ao que pertence
sem propriedade ou definição.
morte ao cínico
a mim
e a ti
quem és
meu amor?
és a prova
que Deus não desiste!
o
bri
ga
do
ódi
o
o
o
o
diz novamente
perante o que cantam
óculos e feridas
são oferendas
ou sacrifícios
desculpas,
fechado e completo
simples e jovial
o
bri
ga
do
0 dúvidas
diluído
à espera dum encontro
em maré alta
ordenado como se o certo
fosse a tua face contra a lua
vermelha de presságio
que prescreve a tempestade:
um busto descrito
por tudo aquilo que eu sou.
EU
as tuas letras - temo retomar -
o teu nome
tantas vezes quanto depender
um milagre
do teu nome
para os astros
o teu nome
na garrafa
o teu nome
pela certeza cunhada e d'elaborada caligrafia
como parar sem espera
para sempre
num sinal duma só cor.